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domingo, 18 de julho de 2010

Calmaria


O monótono tom do velho sino da igreja distante me despertou. Seu timbre ecoava na distancia e corria o ar do vale lembrando a seus fieis a hora de suas orações.
A manhã era fria e uma névoa pairava penetrada pela luz do dia que custava a trazer o sol. Algumas pessoas andavam pelas tortuosas ruas da cidade, seus passos indicando o caminho da igreja onde poucos fiéis já se aglomeravam esperando a silenciosa chamada para o serviço a começar.
A calma pairava no vale, nesta manhã de domingo.
No campo, rebanhos preguiçosos se estendiam na distancia, mastigando a grama molhada pelo orvalho da noite anterior.
A calmaria é apenas incomodada por um eventual veículo que passa em direção do mundo além das colinas que tanto protegem a paz deste lugar.
Fico à janela do velho casarão, agradecido pela chance de poder sentir a tranquilidade deste canto do interior de minha imaginação, que consegue me desligar dos aborrecimentos e atribulações da vida moderna, brutais com nossos sentidos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A verdade dentro do espelho

Aquele que te olha de dentro do espelho não nega a verdade que sabe de você.
Podemos nos negar dos erros que cometemos, dos julgamentos que passamos, nos defeitos que vemos no alheio. Rechaçamos o que de mal falam de nós, inverdades venenosas que negamos com toda a força da alma. Tudo pode ser feito, tudo pode ser dissimulado, mas quando em frente daquele que te julga apenas no reflexo em teus olhos, não há como negar, não há o que esconder.