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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sem explicar

Não devo explicações,
Nem desculpar minhas razões.
O que sai de dentro de mim,
Não tem princípio nem fim.
Não tem como terminar.
Não sou boca de palavras vazias,
Muitas vezes elas são bem frias,
Ferem como um punhal.
Não sou frio ou inconsequente
Nem tão pouco demente,
Apenas não temo falar.
Sou capaz de cuidar,
Também de acalentar,
De também dar calor.
Meus braços podem abraçar,
Envolver, acariciar.
É possível o amor.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Uma todo dia

Desculpe-me se já não consigo dar uma todo dia. O melhor que eu posso fazer é um dia sim, um dia não. Não se trata de fraqueza nem de falta de determinação. Apenas estou ficando velho e coisas assim precisam de energia e concentração. A minha atração por ti no tempo em nada mudou, ela continua forte, me sinto com muita sorte, dela me dar calor. Mas o fato de hoje em dia eu parar, aquém da expectativa que você me dá, não é porque não me empolgo mais ao te ver. É que fica difícil dar uma ideia para todo dia escrever.